É preciso evitar futuros embaraços
Segundo a psicóloga Francisca Carneiro Klckner, a superexposição dos filhos na internet pode resultar em implicações psicológicas no que diz respeito à dificuldade de compreender e lidar com o limite entre o público e o privado. As crianças têm aprendido que vale tudo para ganhar visibilidade e encaram a vida real como se estivessem em um reality show. Valores como a preservação da intimidade têm se tornado cada vez mais frágeis, diz.
Ela explica que a consequência mais prejudicial é a criança crescer sem conseguir diferenciar o que é público e o que deve ser mantido no privado, exemplificando que atualmente é comum as pessoas transformarem suas intimidades em espetáculo, exibindo ao vivo pela câmera de seus computadores imagens degradantes de si mesmas.
Isso pode acarretar em consequências negativas sobre a vida da pessoa e de seus familiares, pois futuramente, o adulto poderá não gostar de uma foto, um vídeo ou uma informação que revele uma situação de sua infância e que para a sua posição atual é considerada embaraçosa ou constran-gedora, acrescenta.
E mesmo compreendendo que é difícil estabelecer um nível adequado de exposição, a psicóloga orienta os pais a não divulgar informações pessoais como o local de estudos das crianças e locais que frequentam. Ao publicar fotos, é importante bloqueá-las para que apenas os amigos possam vizualizá-las, pois elas podem ser facilmente alteradas e divulgadas de forma indevida, acarretando em sofrimento moral e psicológico.
Estas informações podem ser usadas até pelos próprios colegas de escola em forma de bulling, onde a criança é ridicularizada e discriminada. O que todos devem saber é que o mundo virtual, assim como o real, está repleto de pessoas mal intencionadas que buscam neste espaço, dados para selecionar suas vítimas, enfatiza. (M.O.)





