'É preciso deixar regras claras para o sistema rotativo'
Em relação à polêmica mudança no sistema de Zona Azul, o voluntário Joel Garcia esclarece que o cumprimento das determinações legais cabe à CMTU, e que a Epesmel tem o poder de decidir apenas o sistema de talões. ''Optamos pelo pagamento antecipado e com os cartões do lado de dentro do carro porque havia muita inadimplência. Muitos motoristas pediam para o orientador colocar o cartão, mas depois iam embora sem pagar'', critica.
O fim dos 15 minutos de tolerância, segundo Garcia, também seria uma forma de tentar acabar com a inadimplência. ''O motorista dizia que ia ficar 15 minutos, mas ficava 40. Daí era colocado um cartão, mas ele aproveitava que o orientador estava longe e fugia sem pagar. E a Epesmel não tem poder de multar essas pessoas'', exemplifica, acrescentando que a inadimplência correspondia a cerca de 5% do total arrecadado.
Porém, muito mais do que o tempo de tolerância e a permanência máxima, eles ressaltam que a discussão deve ser bem mais ampla. ''É preciso buscar o que é melhor para a cidade. Londrina cresceu e não é possível deixar o trânsito como está se não vai virar um caos. É preciso deixar as regras bem claras para o sistema rotativo'', afirma padre Carlos Alberto Wessler.
Para discutir todo o sistema de Zona Azul, rotatividade e estacionamento no Centro da cidade, foi criada uma comissão, composta, entre outros, por membros do Procon, Acil, Câmara de Vereadores e Epesmel. Ainda ontem seria realizada uma primeira reunião entre os membros. ''Espera-se que em 15 dias já tenhamos uma resposta'', adianta o padre, complementando que quem tiver alguma sugestão pode enviá-la por e-mail para [email protected]. (A.I.)





