Antes de colaborar ou trabalhar em parceria com qualquer organização-não-governamental (ONG), as pessoas devem checar a procedência e a idoneidade das entidades.
O alerta foi feito pela presidenta do grupo Pela Vidda, Clarice Calo. Responsáveis por outras ONGs paranaenses também afirmaram que é necessário que se tome cuidado em relação às falsas organizações.
‘‘Há muito oportunismo neste meio’’, disse o presidente do Grupo Dignidade, ONG criada há cinco anos com objetivos sociais, Toni Reis. ‘‘É um setor que movimenta muito dinheiro.’’
Ele explicou que, no caso das ONGs que prestam assistência social, existe uma espécie de controle interno, exercido pelas próprias organizações. ‘‘Uma entidade fiscaliza a outra’’, contou Reis.
No ano passado, uma ONG intitulada Associação Brasileira de Apoio Social (Abras), foi denunciada pelas demais ao Ministério Público.
‘‘Era uma ONG falsa, que arrecadava dinheiro nos sinaleiros alegando que a verba seria revertida para os doentes de Aids’’, explicou. Quando o caso começou a ser investigado, o presidente da suposta ONG, Carlos Alberto Tinoco, fugiu.
‘‘Isto prejudica o trabalho de quem está desenvolvendo atividades sérias, como nós’’, desabafou a presidenta do grupo Pela Vidda. Ela disse que a maneira mais simples de checar se a ONG que solicita ajuda às campanhas da Aids é idônea é através do Disk-Aids, pelo fone 200-1414.
Neste setor, atuam oficialmente no Paraná 16 ONGs, das quais dez estão em Curitiba. Na área de defesa do meio-ambiente também há falta de rigor e clareza na legislação que regulamenta a criação das ONGs, segundo denunciou a ambientalista Teresa Urban.
Ela explicou que muitas empresas do setor florestal ou de saneamento criam departamentos de ‘‘consultoria ambiental’’, que funcionam como ONGs.
‘‘É uma forma destas empresas obterem maior poder de decisão junto aos Conselhos de Meio Ambiente, além de outros benefícios’’, contou. Atualmente existem cerca de 15 ONGs ambientalistas em Curitiba e 50 no Paraná.

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