Trabalhar legalmente no exterior é possível, garante Marcio Ferreira, presidente de uma empresa de recursos humanos especializada em recrutar mão-de-obra para empregadores de outros países. No domingo, ele realizou um workshop em São Sebastião da Amoreira para orientar possíveis interessados sobre as formas legais de ganhar a vida fora do Brasil.
A empresa leva trabalhadores para Europa, Canadá, Austrália e Estados Unidos. Segundo Ferreira, a demanda maior é por profissionais qualificados, como enfermeiros, mecânicos, açougueiros, carpinteiros e na área de informática. ''Mas há oferta tanto para executivos como para mão-de-obra desqualificada'', acrescentou.
Os trabalhadores recrutados pela companhia só saem do país de origem com visto de trabalho. Eles viajam com empregador, salário e a vigência do contrato pré-determinados. Para os Estados Unidos, por exemplo, o visto é válido por 11 meses, com possibilidade de prorrogação para até 36 meses.
O critério de seleção atende as necessidades dos empregadores. No geral, os contratados têm até 45 anos, não possuem pendências consulares ou no sistema de imigração e mantém vínculos fortes no país de origem, seja através de família, emprego do qual se licenciaram ou mesmo bens. ''É uma forma de garantir o cumprimento do prazo do visto'', disse, lembrando que nem sempre é necessário saber falar inglês.
O pagamento médio, para esses trabalhadores, é de US$ 7 por hora. O gasto mensal para sobrevivência é de US$ 500. ''Dá para fazer uma boa poupança'', avalia. Filhos e cônjuges podem obter visto de acompanhantes e viajarem com o trabalhador. Ferreira recomenda, entretanto, que os parentes embarquem somente após o estabelecimento do trabalhador no país de destino.
O motorista Volnei Bueno, 39 anos, foi um dos participantes do workshop. Assustado pelo desemprego na região, ele planeja ficar três anos fora para conseguir comprar uma casa. ''Mas quero um esquema legal. Pelo México, não arrisco'', disse.
A empresa de Ferreira cobra uma taxa incial de R$ 3 mil para levar trabalhadores ao exterior. Caso o interessado consiga o visto para entrar no país, desembolsa mais R$ 4,5 mil. O pagamento é realizado antes da viagem.

Serviço: Mais informações sobre trabalho legal no exterior com o representante da empresa em Londrina, pelo telefone (43) 3325-0898.

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