É comum associar epilepsia com crises convulsivas, mas nem todos apresentarão o mesmo sintoma. Durante a convulsão a pessoa perde a consciência, passa a se debater, baba bastante, pode urinar na roupa. Dura alguns minutos e depois que passa a pessoa fica confusa, sonolenta e leva em média meia hora para se recuperar.
De acordo com neurologista, existe também a crise de ausência, mais comum em crianças, em que o paciente perde a consciência, fica parado, pisca e tem espasmos leves. Esse tipo dura segundos, é um tipo de crise generalizada também.
Além dessas, existem também as chamadas crises parciais ou focais. ''A generalizada é aquela que atinge o cérebro inteiro e a pessoa tem perda de consciência. Na parcial ou focal não há perda de consciência ou há perda parcial. Dependendo do local do cérebro que ela atinge, os sintomas são diferentes. Uma das causas mais comuns de epilepsia no Brasil e em países de terceiro mundo é a neurocisticercose, quando a larva da tênia - também chamada solitária-, se calcifica'', detalha Rocha.
O tratamento geralmente é medicamentoso e visa prevenir crises. A cirurgia é indicada em casos em que o remédio não funciona ou se a causa for um tumor. Mesmo com a epilepsia é possível ter uma vida normal. Mulheres epiléticas têm maior chance de geral um filho com má-formação em relação à população normal, devido ao uso de medicamentos, mas não é contraindicado engravidar.
''Procuramos usar o remédio que oferece menos riscos. Uma gestante com crise convulsiva pode cair, bater a barriga, pode faltar oxigenação e isso pode trazer problemas graves para o feto. Se a mulher tiver idade para esperar para engravidar, o ideal é ter um tempo sem convulsão, para ter menor chance de ter durante a gravidez.'' Rocha explica que, contudo, as má-formações são mais simples. De acordo com o especialista, o medicamento deve ser usado indefinidamente. ''Em casos muito particulares pode-se estudar suspender a medicação.'' (E.G.)

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