Osmani Costa
De Londrina
O número de doadores de órgãos está crescendo lentamente em Londrina e região, num ritmo muito abaixo do necessário para atender os doentes que aguardam pela doação na fila da Central de Transplantes (CT) do Norte do Paraná. Esta e outras informações foram dadas pela coordenadora da CT, Elza de Lara Bezerra, durante a palestra que ministrou ontem para funcionários da Folha do Paraná/Folha de Londrina.
A palestra, que fez parte da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) do jornal, foi sobre a Semana Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, promovida pelo Ministério da Saúde. A enfermeira Elza Bezerra explicou a importância da sensibilização das pessoas para que se tornem doadores. ‘‘Não devemos encarar a morte – nossa ou de um parente – como o término da vida, mas sim como o início dela.’’
Na fila da central estão 293 pessoas à espera de um rim, 235 esperando por córneas, sete aguardando um novo coração, e três necessitando de fígado. No primeiro semestre deste ano, o número de doadores de córneas cresceu 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, o número ainda é suficiente para atender somente 24% das pacientes da fila da CT. Em relação aos outros órgãos, a situação é ainda mais difícil.
Durante a Semana Nacional de Doação, que termina dia 1º de outubro, os funcionários da CT – órgão da Secretaria Estadual de Saúde – visitarão escolas, hospitais e estarão no Calçadão da Avenida Paraná. Eles farão palestras, distribuirão panfletos e mostrarão, em painés e cartazes, os motivos pelos quais é necessário um urgente aumento no número de doadores.

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