É o máximo a que se pode chegar, diz monsenhor
O pároco da Catedral Metropolitana de Londrina, monsenhor Bernard Gafá, recebeu com tristeza a notícia do assassinato do pastor Erinaldo Lopes da Silva e declarou que ''é o máximo a que se pode chegar''.
''Já tentaram me agredir durante uma missa. Um rapaz pegou um castiçal de chumbo e jogou na minha cabeça. Consegui desviar. Ficou um buraco na parede'', relatou. Ele disse acreditar que os autores de tais crimes são ''provavelmente pessoas drogadas'', e que as igrejas têm de se precaver. ''Colocamos guardas para cuidar da Catedral. Não são armados, mas têm evitado novos crimes'', observou.
Para o monsenhor, as Igrejas também podem combater a violência ''pregando e buscando mecanismos para curar as raízes do mal'', que pode estar nas drogas e ''até certo ponto'' na miséria. ''O próprio Papa deu um exemplo belíssimo ao visitar a Fazenda Esperança, no Brasil, um encorajamento para essas pessoas que tiveram a força de vontade de fugir da droga'', citou. A segurança pública, em Londrina, Gafá resumiu numa palavra: ''deficiente''.
O crime contra o pastor foi o ápice de uma série de crimes cometidos contra religiosos este ano. Em março, freiras idosas da congregação Irmãs Missionárias Claretianas tiveram a comunidade invadida por assaltantes, que jogaram álcool no corpo de duas delas e ameaçaram atear fogo. Semanas antes, representantes dos Frades Menores Missionários já haviam sido rendidos e ameaçados por ladrões. (V.N.)





