A psiquiatra Sandra Nunes tem mais de 15 anos de pesquisas relacionadas ao alcoolismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em projetos de preservação da saúde em comunidades do município. Ela ressalta a importância de medidas de prevenção junto à parcela da população considerada alcoólatra e que não nota quando chegou a hora de dispensar a bebida. Para isso, leis como a proposta no projeto da deputada Rita Camata contribuiriam para impor um limite a esse grupo. ''Todo alcoólatra diz que sabe parar, mas não sabe. É o cérebro que não sabe parar. Alguém tem que pôr um limite''.
Ela lembra que as consequências para o alcoólatra que continua bebendo vão desde acidentes a problemas de saúde e sócio-familiares. ''Se a pessoa está no bar bebendo acima do limite e vai para casa a pé, ela pode ser atropelada. Se ela for de carro, pode atropelar alguém. Além disso, os alcoólatras podem ter problemas de saúde como cirrose, câncer de esôfago, de boca, pancreatite, AVC (Acidente Vascular Cerebral), até problemas familiares, baixa produtividade no trabalho, acidentes no trabalho ou endividamento'', explica. (M.F.S.)

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