Nascido no Japão há 69 anos, mas no Brasil há 50, Yasuo Hirama já se adaptou à modernidade da máquina digital, deixando para trás dois outros modelos analógicos. Trabalhando desde março do ano passado na equipe de tradutores de textos do jornal Paraná Shimbun, ele também é o responsável pelas fotos publicadas no jornal, que chega a todas as colônias japonesas no Paraná, com cinco mil exemplares.
  Hirama não é fotógrafo profissional, mas se beneficia da facilidade em utilizar a máquina digital no trabalho. ‘‘É muito mais prático e econômico’’. Com capacidade para 172 fotos, o equivalente a cinco filmes, os gastos com revelação e filmes não são mais necessários. ‘‘Se a foto não ficar boa, você apaga e faz outra melhor’’.
  Além da praticidade, Hirama ressalta a qualidade das fotos, ‘‘muito melhores que as de filmes revelados. É só jogar no computador e tratar a imagem’’. Apesar da facilidade, ele ainda considera o equipamento caro e muito visado por ladrões. ‘‘É preciso tomar muito cuidado porque todo mundo quer’’. (M.O)

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