'É muito bom nos sentirmos valorizados'
''Foi uma experiência muito significativa para nós. Antes tinha medo de manusear a câmera. Com a oficina, pude aprender até mesmo técnicas de jornalismo''. Assim Yoshie Kyosen Shimizu, professora, resumiu a importância de sua participação e de seus colegas na oficina ''Tempo Presente''.
Após anos de trabalho como professora, Yoshie explicou que a maior lição que ela aprendeu foi a de que nunca ''é tarde para aprendermos algo novo. Apesar das dificuldades que tivemos com algumas técnicas, a motivação foi o que nos manteve firme nesses meses.''
Para Nídia Aparecida Pimenta, aposentada, participar da oficina foi uma forma de mostrar à sociedade que é possível envelhecer bem, com saúde e dignidade. ''Nós lidamos com os 70 anos de uma forma muito otimista. Claro que sempre a cabeça esquece alguma coisinha, mas para isso existe a caneta e o papel.''
Yoshie Shimizu concorda com a colega. ''Os meus netos ficam me perguntando se foi eu mesma que fiz aquilo. É muito bom nos sentirmos valorizados pelo que fizemos'', conta.
Áurea Santos Moretto, coordenadora de grupo de terceira idade, e Izete Maria Rodrigues, aposentada, brincam que agora estão fazendo sucesso como fotógrafas oficiais da família. ''Esses dias mesmo, fui tirar uma foto e quando percebi que a luz estava pegando bem de frente, acabei optando por não fotografar, porque sabia que não sairia bom'', complementa Áurea. ''Jamais teria pensando nisso antes da oficina.'' (F.C.)





