Londrina - Quando chove, o tratorista Valdir de Assis já sabe que terá de sair de casa com dois pares de sapatos. Morador de um sítio no Distrito de São Luiz (zona sul de Londrina), ele tem de enfrentar três quilômetros de lama pela estrada rural Santa Maria até chegar à PR-538, onde toma o ônibus para a cidade, a 25 quilômetros de distância. Para não entrar com os sapatos sujos no ônibus, ele leva outro par.
"Aqui é muito complicado. Tanto pra mim, que venho a pé, quanto pra quem passa de carro. Nesta época do ano, por exemplo, a estrada é muito utilizada para o escoamento da soja, milho e trigo e muitos caminhões acabam atolados no barro", afirmou o morador, na semana passada. A via serve de acesso para outras cinco estradas e também ao município de Arapongas.
Próximo ao km 14 da PR-538, o lamaçal em outra estrada rural que liga São Luiz ao Distrito de Irerê (já na PR-445) também prejudica os moradores. Na última semana, ônibus dos transportes coletivo e escolar atolaram. "É difícil alguém passar e não ficar atolado. É melhor nem arriscar", alertou o comerciante Alcides Pereira Santos.

URGÊNCIA
O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Rodrigo de Menezes Trigueiro, admitiu que o trabalho de recuperação das estradas rurais está "deficitário". Segundo ele, a falta de máquinas, a dificuldade para licitar equipamentos e finalizar contratos emergenciais atrapalham o atendimento. A situação piora ainda mais quando chega a temporada das chuvas. "Nesse momento, estamos dando prioridade ao Distrito de Irerê e ao Patrimônio de Guairacá, que exigem mais urgência. Para as demais regiões, a recomendação é que os moradores entrem em contato com a secretaria (fone 3372-4786) para que o atendimento seja inserido no nosso cronograma."

mockup