Mais do que o que se perde, o pior em ser roubado é a sensação de impotência.
A estudante Ana Cláudia Camargo, de 18 anos, teve o celular roubado na Rua Mato Grosso, próximo à Avenida JK (Centro), no mês passado, quando voltava da escola. O horário era de grande movimento, mas mesmo assim, um rapaz de bicicleta aproximou-se e, em voz baixa, porém com rispidez, pediu que ela entregasse o dinheiro e o celular. À resposta da garota de que não tinha celular, ele ameaçou: ''É melhor entregar, se não vai ser pior para você.''
Segundo Ana Claúdia, o rapaz ainda ordenou que ela não fizesse escândalo, repetindo a ameça. ''Ele não encostou a mão em mim, mas eu fiquei muito assustada. Estava passando muitos carros na hora, mas acho que ninguém desconfiou que fosse um assalto porque ele estava muito próximo. Como eu não sabia se ele estava armado, não reagi.''
Ela acha que o assaltante a estava vigiando há algum tempo. ''Eu voltava a pé e fazia o mesmo caminho sempre. Agora só volto de ônibus e procuro não carregar nada de valor.'' Ana Cláudia registrou boletim de ocorrência, mas não teve nenhum sinal do seu celular. (Silvana Leão)

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