A quantidade de pesquisadores que utiliza as coleções do museu em seus trabalhos é incontável. As consultas são frequentes e de diversas partes do Brasil e do mundo. A bióloga Odete Lopez Lopes está preparando a sua tese de doutorado sobre os caranguejos do mangue de Guaratuba. Os exemplares no acervo servem como base de comparação para identificar uma espécie, muitas vezes encontrada apenas em pedaços no meio ambiente. Os exemplares tombados também apoiam pesquisas recentes sobre DNA.
''Não interessa ter o bicho apenas como uma coleção de figurinha. Temos que ter um monte de bichos. E é isso que move o conhecimento científico. É isso que faz descobrir se tem novas espécies, quando se compara com o acervo'', explica o biólogo do museu, estudioso de répteis e anfíbios, Julio Cesar de Moura Leite. São dez biólogos que trabalham no museu, alguns em pesquisa e conservação do acervo e outros com educação ambiental.
Um dos elementos mais importantes de todo o acervo são os ''tipos'' - o animal utilizado como exemplo para descrever uma espécie. Os exemplares também são usados para entender até mesmo as mudanças no habitat. Um bom exemplo são os peixes, que atualmente não atingem o mesmo tamanho que já tiveram em razão da poluição.
Também é prática comum haver troca entre os acervos. Leite conta que perdeu alguns exemplares de cobras não venenosas que estavam emprestadas para o Instituto Butantan. ''A única forma de trabalhar com pesquisa no Brasil é em associação com outros pesquisadores'', explica.
Por esses motivos, todas as coleções têm sua importância para a ciência como um todo. No Paraná também existem acervos biológicos representativos na Universidade Federal do Paraná, na Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Maringá e na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Seus coordenadores se reuniram e montaram o site www.taxonline.ufpr.br onde o material pode ser consultado por qualquer pessoa interessada. (M.R.M.)

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