'É impossível pensar em comprar blusas e cobertas'
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
Enquanto muitos comemoram a chegada do frio e se programam para o que vestir, comer ou beber neste período, para quem vive em situação de pobreza absoluta a preocupação é bem mais grave.
''Quando o frio chega a gente tem que acender uma fogueira em um fogão velho que temos dentro do nosso barraco para amenizar o vento que entra pelas frestas da parede. Além disso, não temos coberta suficiente e dependemos da doação das pessoas para não sofrer mais ainda''. O relato de José Silva da Luz resume o sofrimento de quem vive em assentamentos localizados em bairros carentes de Londrina.
Ele mora junto com a esposa, uma filha e um neto no Morro do Carrapato, Zona Leste. ''Eu trabalho catando material reciclado das seis horas da manhã até às oito horas da noite. Minha esposa e minha filha me ajudam e alguns dias da semana trabalham de diarista para complementar a renda. O que a gente ganha mal dá para comer. É impossível pensar em reformar a casa ou comprar blusas e e cobertas'', ressalta Luz.
Após enfrentar um longo dia de trabalho é em um barraco com piso de terra, paredes e teto improvisados que ele busca abrigo e descanso. ''Para piorar a situação tenho reumatismo e a dor fica pior nos dias de frio. Nossa esperança é conseguir uma casa popular através do programa Minha Casa, Minha Vida, como aconteceu com centenas de vizinhos meus'', afirma Luz.


