O vendedor J.M.B., de Londrina, conseguiu concluir o 3º ano do 2º grau na escola de São Paulo, no mês passado. Ele contou que esteve em São Paulo uma semana antes da prova para checar a idoneidade do estabelecimento. Satisfeito com as condições, pegou umas apostilas e retornou no fim de semana seguinte para efetuar os testes. ‘‘Cheguei lá, tirei umas dúvidas com os professores e fiz as provas das sete disciplinas que me faltavam. É fácil conseguir a média cinco que eles exigem’’, afirmou. J.M.B pagou R$ 350 para fazer os testes.
Para o professor Teófilo Bacha Filho, do CEE, o diploma fornecido pela instituição pode até ser legal, por causa da aprovação do Conselho em São Paulo, mas não tem valor moral. ‘‘O procedimento não é ético, são iniciativas como essa que desacreditam o ensino a longa distância, que foi concebido para oferecer oportunidades a quem não pode enfrentar o ensino regular’’, argumentou.
Ele também ressaltou que o Conselho do Paraná não aprovou o curso, mas os anúncios continuam sendo veiculados no Estado. ‘‘Não temos autoridade para intervir na escola, pois a responsabilidade é do Conselho de Educação paulista, mas nós entraremos em contato com eles para adverti-los sobre esse caso’’, adiantou. (C.A.)

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