Londrina - A pedagoga Glória Cardozo, que trabalha no Centro de Socioeducação (Cense) 2, atua como facilitadora em círculos de formação de paz e solução de conflitos. Para ela, a metodologia é interessante para trabalhar a justiça, além do Poder Judiciário. "A justiça restaurativa trabalha a justiça como valor e ajuda a construir soluções para nossos problemas", relatou.
O Núcleo de Articulação para Implementação da Justiça Restaurativa mantém uma página em rede social sobre o trabalho. O endereço para os interessados em conhecer mais sobre o trabalho é https://goo.gl/r1kQsP. "Mensalmente oferecemos pelo Facebook a oportunidade de participar de círculos como esse. Caso a pessoa participe, ela terá uma dimensão de como funciona esse processo", destacou.
Para Glória, porém, é essencial que a justiça restaurativa seja transformada em política pública do município. "A partir dessa aprovação, [o projeto] não dependerá de uma gestão ou outra e não haverá risco de ser descontinuado. Não dependerá das pessoas que estiverem exercendo mandatos", explicou.
Glória atua na Escola Municipal Zumbi dos Palmares, do Jardim União da Vitória e relata que nesses círculos as crianças relatam como as relações interpessoais acontecem na escola. "Quero ressaltar que a implantação da justiça restaurativa não significa que haverá uma troca da justiça retributiva por ela, mas é uma alternativa para a solução de conflitos. Não se espera que se deixe de trabalhar com a justiça retributiva. Não há essa perspectiva de troca. É preciso trabalhar adequadamente com os dois processos", expôs.
A secretária municipal de Assistência Social, Télcia Lamônica de Azevedo Oliveira, adianta que a pasta vai trabalhar com a metodologia da justiça restaurativa a partir do segundo semestre. "Vamos utilizar este primeiro semestre para realizar a capacitação dos servidores e só no segundo semestre poderemos colocá-la em prática", afirmou. (V.O.)

mockup