''É de peroba-rosa, que nunca acaba''
Adoentado, Guido Rufini não pode contar a história da casa na Rua Sergipe, mas a esposa Gessy sabe que a família dele veio de Piracicaba (SP) e no terreno, adquirido diretamente da Companhia de Terras Norte do Paraná, mandou construí-la, sem que houvesse projeto, tendo sido mais pela concepção do carpinteiro. Com o passar das décadas houve a necessidade de modificações, nas janelas por exemplo, e reparos internamente. ''Mas é de peroba-rosa, que nunca acaba'', resume a durabilidade da casa, que passou de uma geração a outra e onde as duas filhas do casal cresceram.
''Gostamos muito da casa e já dissemos que se fosse preciso nos mudar, a levaríamos junto'', segundo Gessy, filha de Antônio Peralta, descendente de italianos, e da norte-americana Ema Susan Marcelino. Procedente do Estado de São Paulo, a família também foi pioneira, tendo chegado ainda na década de 30, o pai ''derrubou mato em Cambé, abriu sítio''. Gessy conta que seu nome era para ser Jersey, pela vontade da mãe, mas por um erro no cartório de Presidente Bernardes, a registraram com ''o nome do sabonete''.
E a presença de Ema Susan aumenta o número de norte-americanos nos primórdios de Londrina, pois historicamente são mencionados apenas dois, Francisco e João Adam. (W.S.)





