O secretário de Segurança, Cândido Manoel Martins de Oliveira, esteve ontem em Londrina, integrando a comitiva de Jaime Lerner e disse estar preocupado com a situação dos distritos em Londrina. ‘‘Estamos acompanhando de perto a situação e determinamos à Polícia Militar que apóie o trabalho na Polícia Civil na guarda externa dos distritos’’, afirmou.
Ele disse estar informado sobre a tentativa de fuga ocorrida no 3º Distrito Policial (zona oeste), no domingo à noite. Mas deixou claro que a situação vivida hoje pela Cidade é consequência ‘‘do que deixou de ser feito no governo anterior’’, quando da desativação da Cadeia Pública (área central). Ele argumentou que a superlotação dos distritos policiais era previsível e deveria ter sido levada em consideração na época.
Os 16 detentos do 3º DP chegaram a sair para o corredor do 3º distrito, no início da noite de domingo, após serrarem as grades das duas celas. No momento, a guarda estava sendo efetuada por um policial civil e um militar.
Os dois teriam desconfiado do silêncio dos presos e chamado o Pelotão de Choque que chegou minutos depois, fazendo com que os presos retornassem às celas. Na revista realizada pelos policias foram encontrados estoques (punhal confeccionado artesanalmente), cordas feitas de lençóis, conhecidas como ‘teresas’ e duas serras para cortar ferro.
O mesmo distrito foi destruído há menos de dois meses depois de uma rebelião dos presos. A parte interna do DP continua destruída e as reformas estão sendo feitas apenas na parte externa. Atualmente estão 50 presos em cinco celas, onde o espaço é para 20. O delegado considera que as reformas na parte interna do distrito devam começar em 20 dias.
O Pelotão de Choque também foi acionado pelo delegado do 2º DP, Antônio Zuba de Oliva, na noite de domingo, quando toda a área central ficou às escuras por problemas técnicos da Copel. Zuba de Oliva afirmou que o Pelotão de Choque foi chamado apenas como medida de segurança, não havendo nenhuma evidência de fuga no momento.
O secretário Cândido Martins de Oliveira garantiu que em breve os problemas de segurança da Cidade estarão solucionados. Segundo ele, é preciso aguardar os trâmites legais da licitação da Prisão Provisória - o processo já está com a Secretaria Estadual de Obras. Oliveira lembrou ainda que o edital de licitação já foi publicado e as empresas têm 15 dias para apresentar documentação e participar do processo. Ele calcula que, se não houver atrasos no processo, as obras da Prisão Provisória deverão começar em no máximo 40 dias, contados a partir da assinatura do edital de licitação, no último dia 10.
A Prisão Provisória vai ser construída em uma área anexa à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), no jardim Del Rey (zona sul), e terá capacidade para 120 presos.
(Célia Baroni e Paulo Ubiratan)

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