O rastro de destruição deixado pelo temporal de granizo que atingiu o Oeste também deixou marcas na indústria de móveis do empresário Édio Fernandes, de Pato Bragado, que foi praticamente destruída. ''As pedras de gelo eram do tamanho de ovos e as telhas do barracão viraram uma peneira'', lamentou.
Fernandes mora ao lado do barracão da indústria e contou que o temporal demorou poucos minutos, mas foi suficiente para destruir o telhado e molhar e danificar máquinas, móveis e matéria-prima. ''Mais de 90% de tudo que tinha está acabado'', contabilizou. Segundo ele, o cenário na cidade ontem era como se tivesse havido um bombardeio: carros amassados e com vidros e faróis quebrados, árvores e muros caídos, telhados revirados, lixo e lama pelas ruas. ''Moro na região há 25 anos e nunca tinha visto isso'', disse.
Em Toledo, a dona de casa Lucila Waschburger contou que o gelo também provocou estragos em vários bairros. A energia caiu por alguns minutos. Para ela, ''as chuvas fortes estão ficando mais frequentes nos últimos anos''. (L.A.)

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