É como se a gente fosse envelhecendo
Luciana (nome fictício), de 40 anos, estava entre os voluntários do projeto que foi desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Há 20 anos ela faz uso dos medicamentos antirretrovirais e confirma a perda de força muscular decorrente do tratamento antiaids. "É como se a gente fosse envelhecendo", contou.
Quando descobriu a doença, Luciana estava bem debilitada. Ficou 20 dias em coma. Foram três meses de internação no Hospital Universitário. "Tinha um projeto na Alia (Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids) e eu comecei a fazer ioga e caminhada para fortalecer meu corpo. Com o projeto da UEL, tive muitos ganhos. Eu não emagreci, continuo com o mesmo peso, mas diminuiu a barriga e melhorou a força muscular. Eles pegaram soropositivos e não soropositivos e a gente conseguia acompanhar os não soropositivos. Em apenas um mês já percebi que estava mais disposta, deu mais ânimo."
Hoje, Luciana mantém as caminhadas, utiliza a academia ao ar livre próxima da casa dela e participa de um programa de atividade física desenvolvido por uma rede de farmácias. "No projeto da UEL eu consegui ter uma noção dos exercícios e hoje consigo fazer algumas coisas sozinha." (S.S.)





