'É bom ter amigos que me entendem'
Na escola Padre Germano Meyer, a língua falada pelos surdos é utilizada por toda a comunidade escolar. Como alunos, professores e funcionários aprendem libras, a comunicação entre deficientes auditivos e ouvintes é tranquila. Por isso, a aluna surda da quarta série, Paula Camargo Eugênio, 19 anos, sentiu-se respeitada quando começou a frequentar a instituição, há dois anos.
Até os 17 anos, a adolescente, que morava em outro município, não sabia libras e praticamente não se comunicava. ''Eu ia para a escola e não aprendia nada. Era horrível, eu só chorava'', disse ela.
Dedicada ao estudo de libras e ao letramento na língua portuguesa, ela comemora os avanços na aprendizagem das disciplinas e a possibilidade cada vez maior de se comunicar. ''Estou ensinando libras à minha mãe, mas ela ainda sabe pouco. Na escola, é bom ter amigos que me entendem.'' (C.A.)





