O diretor-presidente da Cohab de Londrina, Carlos Eduardo Afonseca e Silva, informou que é a primeira vez que a convocação de inadimplentes é feita através dos jornais. ‘‘Esses mutuários (os 18 notificados) já receberam mais de dez cartas de cobrança amigável e não compareceram nem para negociar’’, justificou Silva. Segundo ele, os 18 mutuários estão com prestações atrasadas há cerca de quatro anos.
O procurador jurídico da Cohab, João Luiz Martins Esteves, disse que a companhia vai analisar os casos de mutuários que comparecerem para renegociar as dívidas. ‘‘Não basta apenas falar que vai pagar. Tem que provar como e quando vai fazer’’, afirmou. De acordo com Esteves, nos últimos cinco anos a Cohab retomou cerca de dez imóveis. ‘‘Foram casos de abandono das casas.’’
A adiministração atual, entretanto, vai considerar mais efetivamente a possibilidade de reintegração de posse de imóveis com pagamentos em atraso. ‘‘Se não houver negociação só resta esse recurso extremo’’, alegou Esteves.
Dentro de aproximadamente 15 dias a Cohab vai notificar pelos jornais mais 200 mutuários inadimplentes. O procurador jurídico da companhia garantiu que não há impedimento legal na notificação de devedores pelos jornais, antes de serem executados pela Justiça. Segundo Esteves, a publicação está amparada na Resolução 1172, do antigo Banco Nacional da Habitação (BNH), incorporado pela Caixa Econômica Federal em 1986. ‘‘A resolução garante o direito de notificar antes da execução’’, assegurou.
Os mutuários que deixarem as dívidas ir para execução, além de perder o imóvel, ainda terão que arcar com custas judiciais e honorários advocatícios, esclareceu o procurador. (M.B.)

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