É a nova versão da paquera
Estudo da ONG SaferNet Brasil sobre hábitos de navegação revela que 13% dos jovens estudantes brasileiros entrevistados já publicaram fotos íntimas na internet ou as enviaram por e-mail ou celular pelo menos uma vez na vida. E mais 39% publicaram ou enviaram as fotos íntimas por mais de cinco vezes.
Batizada de sexting, combinação das palavras sex (sexo) e texting (texto enviado pelo celular), a modalidade cresceu entre os adolescentes, que costumam se fotografar em poses sensuais, nus ou seminus, postando depois as imagens na internet ou enviando-as pelo celular.
É a nova versão da paquera. O mexer no cabelo das meninas e dar uma piscadinha de olho numa festa ou ir a uma balada têm sido complementados por uma foto sensual, descreve o diretor de Prevenção e Atendimento da Safernet, Rodrigo Nejm. Segundo ele, as fotos são enviadas para os paqueras de forma inconsequente, sem intenção de produzir nenhum tipo de pornografia, mas uma vez na rede, as imagens podem cair nas mãos de outras pessoas, que podem tirar proveitos das fotos ou utilizá-las em sites pornográficos.
Muitos aliciadores e consumidores de pornografia infantil recebem isso como um presente e colecionam essas imagens, colocando-as num contexto de pornografia infantil, assinala Nejm.
Outro alerta da organização diz respeito aos pais que postam vídeos de filhos na internet para que parentes e amigos, mesmo distantes, possam acompanhar o desenvolvimento: pedófilos se aproveitam dessa situação para aumentar o acervo pessoal de imagens.
Vídeos de crianças brincando na areia da praia, cenas de uma festa ou imagens de meninas dançando no quintal servem não apenas para atender às fantasias de pedófilos, mas para abastecer um mercado paralelo de imagens pornográficas. Há aproveitadores que fazem coletâneas com vídeos caseiros de crianças e adolescentes e depois vendem para pedófilos na rede, diz Thiago Tavares, diretor da SaferNet. (M.G. com agências)





