Um rua aparentemente tranquila, uma casa confortável e o sossego sendo interrompido por disparos de arma de fogo. Foi por isso que passaram vizinhos do número 185 da Rua Edvaldo Contato, Jardim Santa Rita (Zona Oeste de Londrina), onde ocorreu um duplo homicídio na tarde de ontem. Fernanda do Prado, 26 anos, que alugava a casa há aproximadamente oito meses, e Reginaldo Domingues Rodrigues, 32, foram executados com tiros de pistola 380, por volta das 13 horas.
De acordo com o aspirante da Polícia Militar (PM), Leonardo da Silva, disse que a casa não apresentava sinal de arrombamento e que nenhum objeto havia sido roubado. ''A possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) está praticamente descartada. Provavelmente o crime foi cometido por alguém conhecido, porque a entrada foi permitida pela proprietária da casa'', explicou.
Silva informou ainda que a mulher tem uma filha pequena, que não estava na casa no momento do crime, o que reforça a ideia de que o autor dos disparos conhecia a rotina de suas vítimas. ''Fomos acionados depois de receber uma denúncia de que foram feitos dois disparos dentro da casa, chegamos e eles estavam em óbito. Já temos suspeitos e devemos chegar ao responsável em breve'', afirmou.
Parentes de Fernanda que foram ao local estavam inconformados com a situação e cobravam por Justiça a todo momento. ''Eu quero minha filha, quem fez isso vai pagar'', dizia a mãe, sendo consolada por conhecidos.
Morando há uma semana na rua onde ocorreu o crime, a funcionária pública aposentada Cileide Cardoso comentou que está preocupada com a situação. ''Tenho um neto de quatro que brincava com a filha da vítima. Já fico com a casa trancada por medo já e agora ainda acontece isso, a gente fica com o pé atrás'', lamentou.
Outra vizinha, a telefonista Juliana Fernandes contou que estava no quarto e ouviu dois disparos, mas a princípio não deu importância, por achar que o barulho vinha de uma oficina mecânica. ''A rua é tranquila, dificilmente roubam uma casa.''
O proprietário da casa também esteve no local do crime, mas não quis se identificar e lamentou o ocorrido. ''A casa ficava sob responsabilidade da imobiliária, mas enquanto ela esteve na casa não soube de nenhum atraso no aluguel.''
Um homem que, segundo testemunhas foi visto na casa momentos antes do crime, foi conduzido para fazer um exame residual e depois levado à 10 Subdivisão Policial, onde prestaria depoimento.

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