As obras da Faria Lima atingirão cerca de 350 dos 1,1 mil metros previstos no projeto original. A segunda etapa da duplicação, segundo a Secretaria Municipal de Obras, não tem previsão para ser iniciada.
A empresa responsável pela obra, a MSL Engenharia Ltda, começou ontem a fazer a terraplanagem das laterais da via, alargando o terreno para colocar o asfalto. ''O projeto prevê ainda a construção de uma rotatória entre a chácara e a PR-445, ligando a avenida que vem de baixo'', disse o coordenador da obra, Eduar Brandalize, referindo-se à ligação entre a Faria Lima com a Avenida Aniceto Espiga.
Brandalize destacou que a interdição e o desvio do tráfego são responsabilidades da CMTU e que já haviam sido solicitados pela MSL. ''Não há a menor possibilidade de trabalhar com estas máquinas pesadas perto desta avenida movimentada. Precisamos garantir a segurança no local.''
O projeto original prevê a duplicação da via até o cruzamento das Avenidas Humaitá com Maringá, incluindo ampliação da ponte que separa os lagos Igapó II e III. Para a comerciante Milene Nogueira, 41 anos, moradora do Jardim Colina Verde há cinco anos, a população também aguarda ansiosa o calçamento das margens da Faria Lima. ''Faço caminhada todos os dias e tem alguns trechos onde precisamos andar pela rua. Já reclamamos várias vezes com a prefeitura e agora esperamos que a duplicação venha de vez'', disse.
O secretário Municipal de Obras, Aloisyio Crescentini de Freitas, disse que a obra é um ''trabalho conjunto'' com a iniciativa privada. ''Eles fizeram uma parceria com o município e nós entramos com a massa asfáltica. Não há previsão nem recursos para fazermos o restante da duplicação, mesmo porque temos questões técnicas complexas como repasse de terreno e ampliação de ponte'', explicou Freitas.
Tanto Freitas quanto Brandalize disseram que o trabalho deve durar entre 45 e 60 dias, diferentemente dos 30 dias calculados por Álvaro Grotti Jr. Nenhum dos três citou valores.

mockup