Se fosse só pelo nome, poderia se imaginar que a Avenida Harry Prochet fica na Inglaterra, ou nos Estados Unidos. Mas é em Londrina que uma das principais vias de acesso para a Zona Sul homenageia um ilustre morador, que por sinal, era americano.
A Avenida Harry Prochet tem início na Rua Padre Rinaldo Semprebom e termina na rodovia Celso Garcia Cid. É a via rápida para quem quer ir para o centro, prefeitura, Fórum, hospitais como Evangélico e Mater Dei, clínicas na região da av. Bandeirantes e até um dos cartões postais da cidade, a barragem do Lago Igapó.
Apesar de antiga, a avenida ainda tem poucos moradores. O movimento maior é do comércio. Lojas de jardinagem, material de demolição, padaria, postos de combustível, lojas de produto de limpeza, buffet e restaurante são alguns exemplos. Nas proximidades da via, que fica em uma das regiões mais valorizadas da cidade, as construções se multiplicam.
Hilda Romanini Guislotti, 84 anos, mora na Harry Prochet há 14 anos, em uma chácara. Ela veio do Centro, da rua Souza Naves, e encontrou tranquilidade no lugar. ''Depois que pista foi duplicada, ficou ainda mais sossegado'', diz.
Cristiane de Paula é funcionária de um dos postos de combustível da avenida. Ela está no local há 10 anos e diz que muita coisa mudou nesse tempo. ''Antes a avenida era muito esburacada. A duplicação ajudou a aumentar o movimento''.
Maria Vieira, dona de uma panificadora na região, veio de São Paulo há três anos com o marido. Como eles não conheciam a cidade, escolheram a Harry Prochet aleatoriamente e não se arrependeram. Ela gosta bastante do local e acha que a duplicação deixou a avenida mais bonita.
Pioneiro Harry Prochet era americano e formou-se em economia no Rio de Janeiro. Foi pecuarista, fundador da Transparaná S.A. e diretor do Centro do Comércio do Café do Norte do Paraná. Também se dedicou à obras sociais, sendo presidente e fundador da Associação de Amparo ao Menor de Londrina. Em 1974 foi sancionada a lei que deu seu nome à avenida.

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