O Consórcio Rodovia das Cataratas iniciará ainda este mês a duplicação do trecho da BR-277 entre Cascavel e Santa Terezinha de Itaipu. A obra pode ser concluída em três anos, confirmando anúncio feito no final de junho, em Cascavel pelo governador Jaime Lerner (PFL). Segundo o governador, as obras seriam iniciadas ‘‘ao mesmo tempo que a cobrança de pedágio’’ - na região, no dia 30 do mês passado. A falta de pista dupla era uma das principais contestações ao pedágio no Oeste. As queixas, agora, se concentram no custo da tarifa.
A concessionária, detentora da concessão de 378 quilômetros da BR-277, tinha inicialmente prazo para concluir as obras em 7 anos, sem data estipulada para o início. O diretor do consórcio, Robison de Azevedo, revelou ontem que as obras serão iniciadas imediatamente em Santa Terezinha de Itaipu, avançando pelos cerca de 120 quilômetros até Cascavel. ‘‘E, possivelmente, estejam concluídas em três anos’’, reforçou. Ao mesmo tempo, nos 50 quilômetros entre Cascavel e Céu Azul, antes da duplicação serão feitas melhorias, porque no trecho ocorre deterioração da pista.
Não há previsão de obras entre Cascavel e Guarapuava, porque segundo a concessionária, o volume de tráfego é inferior. Entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu (20 quilômetros), a pista foi duplicada pelo governo federal antes da concessão. Por isso, o valor do pedágio na praça da última cidade (R$ 2,80 por eixo) é contestado pela Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu. Segundo o presidente da entidade, Tibiriçá Guimarães, o fato do consórcio não ter investido na duplicação deveria resultar em tarifa menor.
A mesma reivindicação é feita pelo Sindicato Patronal Rural de Cascavel (SRPC). Segundo a entidade, motoristas que deixam o perímetro urbano e seguem pela BR-277 em direção a Curitiba ou para a região do Rio Iguaçu - onde não há concessão de rodovia - têm que pagar pedágio de R$ 3,00 por eixo após apenas 20 quilômetros. Milton Pedro Lago, diretor do sindicato, defende que se a tarifa é fixada tomando como base uma distância média de 80 quilômetros entre as praças, ‘‘em Cascavel a distância até a praça é de apenas um quarto do previsto’’.
Segundo Lago, os produtores rurais entendem que R$ 1,00 ‘‘seria justo e aceitável’’. O SRPC, as associações comerciais e industriais de Cascavel e Foz do Iguaçu, e a própria Coordenadoria das Associações Comerciais do Oeste do Paraná (Caciopar) centralizam queixas no custo do pedágio.

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