O governador Jaime Lerner (PFL) anunciou ontem que o trecho da BR-277 entre Cascavel e Santa Terezinha de Itaipu terá duplicação iniciada ‘‘juntamente com o início da cobrança de pedágio’’ e que as obras deverão estar concluídas em 3 anos e meio. O Consórcio Rodovia das Cataratas, detentor da concessão, havia inicialmente recebido o prazo de 7 anos para fazer a duplicação, sem que houvesse data fixada para início das obras. A empresa anunciou ontem que a cobrança do pedágio começará às 23h30 de terça-feira.
O governador disse ter obtido a concordância das concessionárias para os novos prazos de duplicação da BR-277 e outras rodovias assumidas pela iniciativa privada. Procurado em Cascavel, um dos diretores da Rodovia das Cataratas, Robson Azevedo, inicialmente perguntou: ‘‘Ele disse isso? ’’ Depois, acrescentou: ‘‘Se ele disse, então 钒. A empresa obteve aprovação, anteontem, para melhorias que realizou ao longo dos 387 quilômetros da BR-277 que assumiu, entre Foz do Iguaçu e Guarapuava.
Estão fixadas as tarifas de R$ 2,80 por eixo nas praças de São Miguel do Iguaçu e Céu Azul, e R$ 3,00 nas de Cascavel, Laranjeiras do Sul e Candói. Em todo o trecho há apenas 20 quilômetros de pista duplicada, entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, obra executada pelo governo federal.
O trecho entre Santa Terezinha de Itaipu e Cascavel, que deverá ter obras de duplicação iniciadas imediatamente como anunciou Lerner, tem 120 quilômetros. Entre Cascavel e Guarapuava, não há previsão para duplicação, segundo a concessionária, porque o volume de tráfego é considerado insuficiente para isso.
A falta de estradas alternativas e o início da cobrança sem a execução da duplicação da rodovia fundamentam as argumentações contrárias ao pedágio na região. As principais críticas partem da Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná.
O procurador da República em Cascavel, Antonio Celso Três, deve formalizar nos próximos dias ação contra o consórcio, Estado e União, ‘‘pela inexistência de via alternativa para quem não queira se submeter ao pedágio’’.

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