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ConexãoAlcides Saldanha, ministro dos Transportes, com o governador Jaime Lerner: ‘‘Ligação real entre o Brasil e o Mercosul’’

O Ministro dos Transportes, Alcides Saldanha, e o diretor-geral do Departamento Nacional das Estradas de Rodagem (DNER), Maurício Borges, assinaram ontem as ordens de serviço para a recuperação e duplicação da rodovia BR-116, no trecho de 692 quilômetros que liga São Paulo, Curitiba e Florianópolis. As obras da ‘‘Rodovia do Mercosul’’ no Paraná começam hoje e têm conclusão prevista para daqui a dois anos. O custo total é de R$ 1,283 bilhão, que serão pagos pelo governo federal, pelo DNER e pela iniciativa privada.
A obra será financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Eximbank japonês. Cada um vai garantir US$ 450 milhões. O DNER vai investir R$ 283 milhões e a iniciativa privada, mais R$ 100 milhões na sinalização da rodovia.
A assinatura das ordens de serviço ocorreu no contorno viário sobre a BR-376, em São José dos Pinhais. Também estiveram presentes o governador Jaime Lerner; o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi; o prefeito de São José dos Pinhais, Luiz Carlos Setim; o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, deputados federais e estaduais e vereadores dos dois municípios.
Dos 692 quilômetros a serem recuperados e duplicados, 186,9 quilômetros ficam no Paraná. Do trecho paranaense, 166,6 quilômetros receberam ontem a autorização para início de obras. A construção de pista dupla nos 20 quilômetros restantes, no trecho do Contorno Leste na Região Metropolitana de Curitiba, ainda depende de um acordo entre os governos estadual e federal.
‘‘Essa questão será resolvida amanhã (hoje), em Brasília, entre o secretário estadual dos Transportes, Deni Schwartz, e o ministro dos Transportes’’, disse o presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Luiz Hayakawa.
O ministro afirmou que a duplicação das BRs-116 e 101 significa uma ligação real entre o Brasil e o Mercosul. Ele confirmou que, numa segunda fase, a restauração e duplicação rodoviária será prolongada até o Uruguai. ‘‘Quando estas primeiras obras estiverem concluídas, será feita a concessão das rodovias à iniciativa privada, que se responsabilizará pela manutenção, através da cobrança de pedágios’’, afirmou o ministro. Ele disse que nesta fase a ‘‘Rodovia da Morte’’(BR-116, entre São Paulo e Curitiba), certamente não será mais conhecida desta forma.
O governador Jaime Lerner disse que a duplicação é tão importante que o Paraná se adiantou e já executou a obra na BR-376, entre Curitiba e Garuva (SC), saindo na frente do resto do País. ‘‘Isto fez com que houvesse um avanço no prazo destas assinaturas que acontecem hoje (ontem)’’, garantiu.
As obras do Paraná vão beneficiar 72,8 quilômetros da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que registra o maior índice de acidentes no Brasil. Também serão restaurados e melhorados 69 quilômetros da BR-376, entre Curitiba e a divisa com Santa Catarina.

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