No dia 25 de junho, o governador Jaime Lerner, acompanhado do secretário dos transportes Heinz Herwig, acionava uma máquina num ato que marcou o início da duplicação da Rodovia do Café (BR-376), em Mauá da Serra (60 km ao sul de Apucarana). Passados 34 dias, a obra está paralisada. Não há operários e nem máquinas no trecho de 500 metros, junto ao Posto da Polícia Rodoviária, onde havia sido iniciada a duplicação.
Conforme relatam comerciantes situados no trecho e até policiais rodoviários, uma semana após o ato inaugural da obra as máquinas começaram a ir embora. Segundo eles, restou apenas a terraplanagem e algumas demarcações com estacas, além de alguns tubos de concreto deixados ao lado da rodovia.
Apesar das evidências, a Rodonorte informou ontem, através de sua assessoria de comunicação, que a obra não está paralisada, e o maquinário foi apenas retirado do local para manutenção. A empresa diz que, por enquanto, está reavaliando o projeto para posicionar-se em relação às modificações introduzidas a partir da redução das tarifas do pedágio.
Segundo a assessoria, a Rodonorte está estudando o novo cronograma apresentado pelo governo, que reduz o volume de obras que seriam de responsabilidade da concessionária para compensar a queda das tarifas, em média, de 50%.
A assessoria garante que, de acordo com análise preliminar dos técnicos, o novo cronograma mantém a duplicação da BR-376, no trecho de 250 km entre Apucarana-Ponta Grossa. Porém, ao invés de concluir a obra em 3,5 anos, a Rodonorte terá o prazo ampliado para 6 anos.
Ainda de acordo com os técnicos, o cronograma obriga que 1% do total de R$ 370 milhões - valor orçado para a duplicação - terá que ser investido neste segundo semestre de 1998; e mais 4% em 1999. A partir daí, a empresa seria obrigada a aplicar 15% ao ano, até a conclusão da obra, no prazo máximo de 6 anos.
Prazo As concessionárias do Anel de Integração têm até este fim de semana para se posicionar sobre o novo cronograma do Plano de Exploração das Rodovias, que engloba a parte de duplicações e melhorias nas estradas. Segundo o secretário dos Transportes, Heinz Herwig, baseado nas respostas das empresas, o governo vai negociar com prefeituras e União a construção de obras emergenciais, que ficaram de fora do plano inicial. Quanto à paralisação temporária das obras das concessionárias, Herwig entende como normal, já que as empresas estariam estudando o cronograma do governo.
Herwig diz que a intenção da secretaria é manter as principais duplicações no Estado, como a Ponta Grossa-Norte do Estado; Cascavel-Foz do Iguaçu; e Maringá-Campo Mourão. ‘‘Rodovias prioritária, como a do Café, não podem ser excluídas pelas concessionárias. Essas não abrimos mão’’, advertiu.Odair StraliottiProjetosGoverno não abre mão da duplicação de alguns trechos mas ampliou os prazos para conclusão das obrasMaurício Borges e
Israel Reinstein

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