Foz do Iguaçu - A Polícia Federal prendeu um estagiário de Direito e um empresário da cidade acusados de envolvimento no roubo de dois processos do Fórum de Foz do Iguaçu. A prisão atendeu pedido de uma sindicância que revelou o sumiço de dois processos, de uma filmadora e um aparelho celular que foram roubados. Há suspeitas de outros furtos.
O estudante Oséas Tavares da Silva, 18 anos, da Faculdades Unificadas de Foz do Iguaçu (Unifoz), e o empresário Márcio Jorge Machado foram encaminhados à Cadeia Pública de Três Lagoas. Eles são acusados de receber R$ 4 mil para praticar o crime. A Folha não conseguiu entrevistar os acusados.
Os processos, retirados da 2ª e 3ª varas criminais possivelmente há uma semana, têm como réu Reginaldo Ferreira Pereira, preso na cadeia pública pelo crime de tráfico de drogas. Além deste crime, Pereira responde por porte ilegal de arma. O sumiço dos objetos aparentemente não tem relação com os processos.
A sindicância descobriu o esquema porque o réu dos processos seria julgado na quarta-feira da semana passada. Depois de alguns depoimentos, um estagiário do Fórum denunciou o acadêmico. Segundo o denunciante, o estudante estaria agindo ‘‘há tempos’’. Oséas da Silva já tinha trabalhado no Fórum como guarda mirim, na forma de funcionário tercerizado do Centro Integração Empresa Escola do Paraná (CIEE).
Com a confirmação do problema, o Ministério Público Estadual também decidiu pelo afastamento de outros seis adolescentes da Guarda Mirim e do CIEE que atuam nas 1ª, 2ª e 3ª Varas Criminais e no Juizado Especial Criminal de Foz do Iguaçu, onde existem mais de 8 mil processos em andamento. Antes do desaparecimento dos processos, o Fórum contava com o trabalho de 88 estagiários.
O promotor de Justiça Renan Garbarbo Fava disse que os processos, de um volume cada, serão restaurados, já que existem cópias informatizadas dos autos. Conforme ele, com esse recurso os documentos serão ‘‘criados’’ novamente.

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