Curitiba - Onze pessoas foram mantidas reféns durante uma tentativa de assalto, na tarde de ontem, no bairro Juvevê, em Curitiba. O crime mobilizou dezenas de policiais. Depois de cerca de duas horas de negociação, os reféns foram libertados e os assaltantes se entregaram. Ninguém ficou ferido.
A tentativa de assalto começou às 12h50, quando dois rapazes entraram em uma loja de artigos infantis. Segundo a polícia, Jessé Leonildo Gaudino, 21 anos, e Anderson Marques de Jesus, 23, armados de dois revólveres, deram voz de assalto e pediram para que todas pessoas fossem para o banheiro.
Em poucos minutos, equipes da Polícia Militar chegaram ao local. Neste momento, um terceiro homem suspeito teria fugido. Um tiro foi disparado, mas ninguém ficou ferido.
A equipe de negociadores permaneceu no segundo andar de um petshop em frente à loja. De lá, o capitão Luiz Maziero, subcomandante do Choque, e os delegados do Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre), Riad Farhat, e o titular da Furtos e Roubos (DFR), Luiz Carlos de Oliveira, iniciaram as primeiras conversas por telefone.
''Para que houvesse a liberação dos reféns, os dois exigiram a presença de uma advogada e de uma equipe de televisão'', explicou Maziero. Após as exigências, a polícia pediu a libertação de alguns reféns. Dois jardineiros a copeira Rosineide Maria de Almeida saíram. ''Só ouvi quando deram um tiro. Pedi socorro a Deus'', disse Rosineide.
Segundo Maziero, depois do primeiro grupo de reféns ser libertado, a polícia continuou a conversar e a tranquilizar a dupla. ''Ele (Maziero) pediu para soltar duas vítimas para mostrar que estávamos colaborando com eles (policiais)'', contou Gaudino, já na DFR. Ele disse que a dupla resolveu manter as pessoas como reféns logo que a polícia chegou, com medo de que pudesse haver algum confronto. Gaudino ainda relatou que não havia dinheiro no caixa como eles previram. Eles negam a presença de um terceiro envolvido.
A definição das negociações ocorreu por volta das 15 horas. Um grupo de policiais retirou a dupla. Em seguida, os reféns, sete mulheres e um homem, saíram pelo portão da frente, passaram por uma avaliação médica e foram também para a delegacia, onde foram ouvidos durante o restante do dia.

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