Dupla invade casa e mata adolescente
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domingo, 23 de fevereiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina está vivendo o fevereiro mais violento de sua história. Faltando cinco dias para o final do mês, já haviam sido registrados 17 homicídios até o início da noite de ontem. Em 2002, aconteceram sete crimes contra a vida durante o mês inteiro. Nestes 54 dias de 2003, aconteceram 38 mortes violentas provocadas por armas branca ou de fogo.
Boa parte dos assassinatos acontecem durante os finais de semana. Neste último não foi diferente. Dois homens um deles armado invadiram uma residência localizada no Conjunto Avelino Vieira (zona oeste) na madrugada de ontem e alvejaram com três tiros o menor Cláudio da Silva Oliveira, de 16 anos. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), a dupla entrou na casa, foi até o quarto, encontrou o adolescente embaixo da cama e o executou, sem oferecer nenhuma chance de defesa. Os tiros atingiram a garganta, o tórax e uma das mãos do menor. Ele morreu no local.
O crime teria sido presenciado por parentes de Cláudio. Ainda segundo a PM, antes de sair, um dos homens disparou dois tiros contra Waldemar da Silva, de 53 anos. Ele foi atendido pelo Siate e encaminhado para o Hospital Universitário com dois ferimentos na altura da barriga. Ontem, o serviço social do HU informou que ele já havia recebido alta.
O corpo de Cláudio foi velado no Centro Comunitário do Conjunto Alexandre Urbanas (zona leste). Os familiares foram procurados pela reportagem mas não quiseram comentar o crime. ''Nós achamos melhor não falar nada'', argumentou um irmão do adolescente. O sepultamento aconteceu no final da tarde, no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte).
No mesmo cemitério também foi sepultada, na manhã de ontem, a jovem Elaine Cristina Ferreira, de 27 anos. Ela foi encontrada morta por volta das 10h30 de sábado na Rua Armando Balarotti, no Jardim Versalhes (zona sul), próximo à Universidade Estadual de Londrina (UEL). A mãe da jovem, Maria Antônia Valentim, reconheceu o corpo na tarde de sábado. A família mora no Jardim Novo Amparo (zona norte). Ela estava nua e seu corpo não apresentava nenhuma perfuração causada por faca ou arma de fogo, mas tinha hematomas nas pernas, braços e costas. Informações iniciais da Polícia Civil indicam que Elaine teria sido asfixiada.


