Dois jovens foram detidos ontem pela Polícia Civil com 1,48 kg de ecstasy no centro de Londrina. A prisão ocorreu após a entrega da droga pelo serviço de Sedex dos Correios. A carga teria sido enviada de Porto Velho (RO) e seria suficiente para a confecção de, aproximadamente, de 2 mil comprimidos de ecstasy. A dupla foi encaminhada ao Centro Integrado de Triagem (CIT) no 4º Distrito Policial (DP) de Londrina.
Segundo informações da Polícia Civil, a chegada da droga foi monitorada após uma denúncia anônima. Durante as diligências, o produto foi localizado em um apartamento na Rua Espirito Santo, região central da cidade, dentro de uma caixa do Sedex. Em seguida, um dos suspeitos detidos teria afirmado que a encomenda pertencia a outra pessoa, que também foi presa pelos policiais em um apartamento na Rua Pernambuco. "O setor de inteligência tem trabalhado na apreensão de drogas sintéticas e na identificação dos envolvidos. Esse foi o maior volume de droga apreendida no início deste ano", informou o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Sebastião Ramos dos Santos Neto.
De acordo com ele, a principal suspeita é de que a droga seria comercializada em festas rave. "Esse é um dos principais locais de venda de drogas sintéticas, principalmente, de ecstasy", afirmou. A dupla foi identificada como Guilherme de Almeida Pereira, de 21 anos, e Rodolfo Vinicius Bergamo Fazoli, de 22 anos. Eles foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Cada unidade de ecstasy é comercializada a, aproximadamente, R$ 20,00. Desta forma, o valor de mercado da carga apreendida gira em torno de R$ 40 mil. Os advogados dos dois detidos não foram localizados pela reportagem.

INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil também investiga o arrombamento do cofre de uma agência do Banco do Brasil, localizada na avenida Bandeirantes, região central de Londrina. O delegado chefe informou que a polícia foi acionada na manhã de ontem, mas, até o final da tarde, não era possível confirmar quando o crime teria acontecido. A principal suspeita é que os criminosos aproveitaram o fechamento da agência durante o feriado prolongado de carnaval para entrar no estabelecimento pelos fundos. Segundo vizinhos do local, barulhos de explosões teriam sido ouvidos durante a última madrugada provenientes do banco. No entanto, a polícia afirma que os criminosos usaram outros equipamentos no crime. "As informações ainda estão sendo apuradas. Até o momento, a investigação aponta para o uso de maçarico no arrombamento do cofre", comentou Santos Neto. Os valores furtados não foram divulgados pela agência bancária, que funcionou normalmente ontem apesar da ocorrência. (Com Grupo Folha)

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