Duas toneladas de lixo são retiradas de vale
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sábado, 28 de abril de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Vários sacos de lixo doméstico e entulhos de construção civil encheram sete caminhões ontem, pela manhã, no fundo de vale do Jardim Burle Marx (Zona Sul de Londrina). Ao todo, foram contabilizadas cerca de duas tonelas de material irregular. ''Veja, tem sacos de lixo das casas. Isso não deveria e nem precisaria estar aqui, porque tem coleta de lixo no bairro'', explicou o diretor de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Fábio Reali.
Através de contato da comunidade, a companhia realizou um mutirão de limpeza e roçagem no vale que abriga a nascente do córrego dos Tucanos. ''Isso é um agravante desta área. Carroceiros e até caminhonetes vêm aqui descarregar, mas esquecem da nascente. Isso revela a falta de consciência ambiental, preguiça e até uma certa má-fé''. No caso dos entulhos de construções, o gerador do lixo é o responsável pelo descarte do mesmo. ''Aí para não pagar ele mesmo despeja tudo aqui no vale''.
A ação começou às oito horas e seguiu manhã adentro. Todo o mato do local foi roçado e a pequena via de terra que dá para o vale desobstruída. ''Ela estava toda cheia de entulho. Até cachorro morto tinha aqui'', destacou. A equipe da CMTU era composta por 15 homens, dois caminhões, além das máquinas roçadeiras.
Reali assegurou que mutirões como este serão realizados em outras regiões da cidade. ''Para nós é indistinta a área. Não importa se é de classe média e alta como aqui ou na periferia. O que precisamos é do apoio da comunidade para nos ajudar a fiscalizar e denunciar onde estão sendo feitos os despejos irregulares''. Semana que vem será a vez da Zona Oeste.
Dengue - As ações de limpeza colaboram para a eliminação de criadouros do mosquito transmissor da dengue. De acordo com a prefeitura, o índice de presença do Aedes aegypti é de 1,1% no município. O número é considerado de médio risco e está 0,1 ponto percentual acima do considerado tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O último relatório da Secretaria de Saúde apontou que o município tem cem novos casos confirmados da doença - 97 autóctones e três importados. Ao todo, Londrina registra 357 casos confirmados da doença em 2007. São 316 pessoas que contraíram a doença na própria cidade e 41 casos importados de outras regiões.
As áreas de maior risco ficam na Região Oeste. Em uma delas, com 2,1% de infestação, estão localizados os bairros Panissa, Tropical, Columbia, Universidade, Universitário, Maracanã, João Turquino, Sabará e Tóquio. A outra, com 2%, compreende os Jardins Shangri-lá A e B, Jardim do Sol, Leonor, Santa Rita, Ney Braga e Rosicleir.


