Uma tentativa de fuga na cadeia pública de Cornélio Procópio foi descoberta anteontem à noite, por policiais que estavam de plantão. Segundo o sargento Vicente Farias, os presos Plínio da Silva Tesche e Roberto Batista Silva, que estavam na ala inferior da cadeia, cavaram um buraco na parede do banheiro, que fica ao lado da parte externa do prédio. O carcereiro descobriu a ação dos presos e acionou reforço policial, que encontrou sete estoques escondidos. Os presos foram levados para as outras celas da cadeia.
O sargento Farias informou que a cadeia de Cornélio Procópio tem atualmente 63 presos, confinados em seis celas. ‘‘A cadeia é pequena e não comporta esse número de presos.’’ Presos de alta periculosidade, alguns já condenados, esperam vaga em penitenciárias, misturados com presos que ainda aguardam julgamento. ‘‘Os presos que já conhecem a sentença não poderiam ficar aqui. Sabendo da pena a ser cumprida, eles só pensam em fugir’’, explicou o sargento. ‘‘Por isso, estamos em alerta permanente’’, completou.
Em Uraí (26 quilômetros a oeste de Cornélio Procópio) presos da cadeia pública se amotinaram no final de semana e atearam fogo em colchões. Com capacidade para 10 detentos, mas abrigando 25, inclusive condenados, as brigas e ameaças de morte têm sido constantes. ‘‘A cadeia superlotada ocasiona conflitos. A situação está insustentável’’, relatou um policial que preferiu não se identificar.
Segundo ele, a tensão na cadeia é tanta que está dificultando o trabalho de segurança nas ruas. ‘‘Estamos dispensando toda a atenção porque o risco de fuga é grande’’, reforçou o policial.

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