Duas tentativas de fuga deixam polícia em alerta no Norte
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de novembro de 2000
Maranúbia Barbosa De Londrina 
Uma tentativa de fuga na cadeia pública de Cornélio Procópio foi descoberta anteontem à noite, por policiais que estavam de plantão. Segundo o sargento Vicente Farias, os presos Plínio da Silva Tesche e Roberto Batista Silva, que estavam na ala inferior da cadeia, cavaram um buraco na parede do banheiro, que fica ao lado da parte externa do prédio. O carcereiro descobriu a ação dos presos e acionou reforço policial, que encontrou sete estoques escondidos. Os presos foram levados para as outras celas da cadeia.
O sargento Farias informou que a cadeia de Cornélio Procópio tem atualmente 63 presos, confinados em seis celas. A cadeia é pequena e não comporta esse número de presos. Presos de alta periculosidade, alguns já condenados, esperam vaga em penitenciárias, misturados com presos que ainda aguardam julgamento. Os presos que já conhecem a sentença não poderiam ficar aqui. Sabendo da pena a ser cumprida, eles só pensam em fugir, explicou o sargento. Por isso, estamos em alerta permanente, completou.
Em Uraí (26 quilômetros a oeste de Cornélio Procópio) presos da cadeia pública se amotinaram no final de semana e atearam fogo em colchões. Com capacidade para 10 detentos, mas abrigando 25, inclusive condenados, as brigas e ameaças de morte têm sido constantes. A cadeia superlotada ocasiona conflitos. A situação está insustentável, relatou um policial que preferiu não se identificar.
Segundo ele, a tensão na cadeia é tanta que está dificultando o trabalho de segurança nas ruas. Estamos dispensando toda a atenção porque o risco de fuga é grande, reforçou o policial.


