Duas pessoas são assassinadas em Londrina
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segunda-feira, 02 de maio de 2005
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A noite de domingo e a madrugada de ontem foram marcadas por mais dois homicídios registrados pela Polícia Civil de Londrina. Os crimes aconteceram em bairros da Zona Norte e as vítimas, Cleberson Rezende dos Santos, 25 anos, e Valter Francisco de Barros, 44, morreram após serem alvejadas por disparos de armas de fogo. No caso de Barros, a suspeita da polícia é de que o assassinato tenha motivação passional. Já quanto a Santos, até o final da manhã de ontem nenhuma pista havia sido identificada.
Santos foi encontrado morto pela Polícia Militar (PM) por volta das 22 horas de domingo, no Jardim São Jorge, onde ele morava. De acordo com o delegado de plantão na 10 Subdivisão Policial de Londrina (10 SDP), Jorge Barbosa, no corpo da vítima foram identificados quatro ferimentos de bala, nas costas, ombro, braço e nádegas. ''O tiro nas costas transfixou o corpo de Santos e acertou o coração'', descreveu o delegado.
Nenhuma testemunha foi identificada no local do crime, onde foram encontrados dois projéteis de revólver calibre 38. O boletim de ocorrência foi registrado por um familiar da vítima. ''A pessoa disse que Santos era usuário de drogas, mas não confirmou a possibilidade de que ele pudesse ter inimigos no bairro'', contou Barbosa, afirmando ainda que Santos não tinha passagens pela polícia.
Três horas depois da primeira ocorrência, a PM foi novamente acionada para atender a um novo homicídio, desta vez no Conjunto Parigot de Souza. Barros foi encontrado ao lado da moto que dirigia, uma Honda com placas ALK-4295. Segundo o delegado, a polícia localizou duas perfurações à bala.
''O crime aconteceu em frente a um bar. As pessoas que estavam no local disseram que um homem desceu pela Rua Jácomo Stort, de capacete, e disparou contra Barros, fugindo logo depois, pela mesma rua'', descreveu o delegado. No local, os soldados da PM encontraram uma mulher que chorava perto do corpo da vítima. ''No entanto ela negou que conhecesse Barros. No bar em questão, havia mais algumas mulheres e o dono do local nos disse que ele havia comprado uma cerveja momentos antes do crime. Por isso acreditamos que o crime tenha motivação passional'', afirmou o delegado, destacando ainda que Barros também não tinha passagens pela polícia.
Até o início da tarde de ontem, nenhum suspeito havia sido identificado. Com os dois crimes, sobe para 59 o número de homicídios registrados em Londrina este ano.


