Apucarana - Uma criança de seis anos e um homem de 25 anos morreram no decorrer da semana, após período de internamento no Hospital da Providência, suspeitos de terem contraído a gripe H1N1, conforme registros encaminhados a Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (Centro-Norte). Os registros médicos mostram que as duas pessoas tinham problemas de saúde, que podem ter contribuído para os óbitos. Em ambos os casos, houve coleta de material para análise no Laboratório Central do Estado, em Curitiba, seguindo determinação da Secretaria de Saúde. As informações são da assessoria de imprensa da prefeitura.
De acordo com o histórico do homem de 25 anos, ele era paciente renal e com aplasia medular, doença caracterizada pela alteração no funcionamento da medula óssea, tendo como sintomas anemia; manchas escuras na pele ou mucosas, devido à diminuição do número de plaquetas; infecções frequentes pela diminuição das defesas do organismo. Já a criança apresentava problemas de saúde desde o nascimento e era atendida na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Apucarana (Apae). Quando do óbito, apresentava quadro de broncopneumonia.
Com estas duas mortes, Apucarana já registra cinco mortes por suspeita da H1N1. Na primeira, registrada no dia 18, um homem de 48 anos morreu após retornar de São Paulo, onde permanecera por nove dias. Em outro caso, uma mulher de 33 anos apresentou os sintomas da doença, mas realizou automedicação, porém o caso se agravou e ela apresentou problemas respiratórios. Outra mulher de 57 anos apresentou os sintomas da doença, recebeu a medicação recomendada e como não apresentou melhora no quadro, foi internada no Hospital da Providência, onde acabou falecendo.

VACINA
A rede de unidades básicas de saúde de Apucarana está abastecida com a vacina contra a gripe H1N1. As 26 unidades, instaladas na área urbana e nos distritos de Pirapó, Caixa de São Pedro, Vila Reis e Correia de Freitas, estão prontas para atender as 35.595 pessoas dos grupos de risco - crianças de seis meses a quatro anos; gestantes, puérperas, trabalhadores de saúde, pessoas com 60 anos ou mais; população privativa de liberdade, funcionários do sistema prisional; e portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. Além disso, há a atuação da equipe volante que, nesta semana, esteve no Lar São Vicente de Paulo, onde 83 idosos foram imunizados.

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