Duas manifestantes são levadas para o hospital
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
Valmir Denardin De Curitiba 
Duas funcionárias de um colégio estadual de Guaraniaçu (68 quilômetros a leste de Cascavel) que intregram o grupo de sete servidores da educação que faz greve de fome há dez dias em busca de uma solução para a paralisação da categoria foram levadas no início da noite ao Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. A greve de fome reúne quatro professores e três funcionários de escolas estaduais. Eles estão abrigados na Casa do Jornalista, no centro de Curitiba.
Fátima Fernandes de Oliveira, 39 anos, sentiu falta de ar no meio da tarde. Pela manhã, Eva Brandão Coelho, 30, teve problemas de pressão sanguínea. Os médicos que atendem o grupo aplicaram soro na veia das duas pacientes, ainda no local de concentração. Fátima também recebeu ar por meio de uma máscara de oxigênio. Às 19h30, o hospital informou que as duas servidoras passavam por consulta no ambulatório. O terceiro integrante do grupo que está recebendo soro é o professor Endy Paulo Chaves, 46 anos, de Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba).
A greve dos professores e funcionários da rede estadual de ensino completou 17 dias ontem. Pela manhã, o governador Jaime Lerner (PFL) repetiu que só negocia quando os grevistas voltarem ao trabalho. Ele afirmou também que os cofres estaduais não suportam o reajuste de 41,14% reivindicado pela categoria. A única proposta de aumento salarial para a categoria é a retomada do sistema de avanços (promoções na carreira). Os avanços beneficiariam apenas 15 mil dos 50 mil professores do Estado. A média de aumento seria de 12,5%.


