Duas mães, dois pais, dois meio-irmãos, novos avós, tios e primos: nem deu tempo de a estudante maringaense Natália Regina de Faveri, 15 anos, absorver a separação dos pais, quando ela tinha oito anos. Logo os dois se casaram novamente e dois anos depois, Natália ganhou o primeiro irmão, filho do segundo casamento da mãe. Há dez dias, ela comemorou a chegada da nova irmãzinha, filha do segundo casamento do pai, que veio completar a grande família que se formou em torno dela.
''No começo foi difícil, morei dois anos com a minha mãe e dois anos com meu pai, mas agora a guarda é compartilhada. Moro com meu pai e passo um fim de semana sim outro não com a minha mãe'', conta Natália, que por ter sido filha única por um bom tempo, celebrou bastante a chegada dos dois irmãos.
Ela lembra que o pai começou a namorar a atual esposa um ano depois da separação e que desde então ela sempre teve um bom relacionamento com a madrasta. ''Minha mãe, meu pai e a minha madrasta decidem tudo da minha vida em conjunto'', diz.
E a relação é tão positiva que a família da madrasta adotou Natália como filha, neta, sobrinha e prima. ''Eles me receberam muito bem, tanto que considero minha madrasta como segunda mãe, o amor dela e o da minha mãe têm o mesmo valor para mim.''
Ela garante que nunca se incomodou em perder um pouco da atenção dos pais para os bebês: ''Acho normal'', define. Para ela, é um privilégio estar cercada de tantas pessoas que a amam e se preocupam com ela. ''Normal não é, mas eu gosto. É legal ter uma família tão grande, só acrescenta'', confessa a estudante. (M.G.)

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