Duas crianças morrem no parto em Umuarama
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003
Vânia Moreira<br>Equipe da Folha 
Umuarama - A juíza Márcia Andrade Gomes autorizou a exumação do corpo de um bebê nascido morto, no dia 2 de fevereiro, na Maternidade Umuarama. Os exames vão tentar detectar a causa da morte. A família da criança alega que pode ter havido erro ou negligência da maternidade no parto. A exumação foi pedida pelo promotor Marcelo Briso Machado, que recebeu a denúncia.
A mãe da parturiente (uma adolescente de 17 anos), Odila Moreira, alega que a filha ficou muito tempo em trabalho de parto e a criança teve de ser retirada a fórceps. A principal dúvida da família é que o atestado de óbito afirma que a criança nasceu morta, mas haviam ferimentos na cabeça e marcas de agulhas nos braços.
Em menos de 15 dias, duas crianças morreram em partos em que houve uso de fórceps, ambos realizados pelo mesmo médico. No outro caso, ocorrido dia 21 de janeiro, a família da frentista Gislaine Pereira, 19 anos, também registrou queixa contra a maternidade na delegacia. A maternidade alega que a criança morreu por aspirar líquido durante o parto. O delegado José Carlos Guglielmetti está ouvindo os envolvidos enquanto aguarda os resultados dos exames do Instituto Médico Legal (IML), que devem ficar prontos em 30 dias.
O médico que fez os partos está viajando. A Folha tentou ouvir o diretor da maternidade, Carlos Lisboa, mas ele estava atendendo e não retornou a ligação. A secretaria municipal de Saúde, Lisbeth Scanavaca, também estava viajando ontem. Através de sua assessoria, ela informou que vai aguardar os resultados das investigações e se for constatada alguma irregularidade, tomará as providências.


