A morte de duas crianças atropeladas no trecho urbano da PR-323, em Paiçandu (10 km a leste de Maringá), durante o final de semana, revoltou os moradores e reacendeu debates sobre a falta de segurança na rodovia, que atravessa a cidade. No sábado, o Gol placa AFH-3699, dirigido por Rosangela Marcelino de Oliveira, atropelou o estudante Anderson Boiares, 9 anos. Na manhã de domingo, outro menor, Cristiano Gomes de Matos, 11 anos, foi atropelado pelo Ford Taurus placa DRM-1777, de São Paulo, dirigido por Roberto Massaude.
No domingo à tarde um grupo de moradores fechou por cerca de 30 minutos a rodovia, provocando uma fila de aproximadamente dois quilômetros. Ontem, o clima no enterro de Cristiano era de revolta, mas os moradores preferiram protestar em silêncio. Há pelo menos um ano não ocorriam atropelamentos com morte no trecho urbano da rodovia, apesar do elevado número de acidentes. Os moradores querem a duplicação entre Paiçandu e Maringá, prometida pelo governo do Estado há mais de quatro anos. A rodovia recebe uma média de 30 mil veículos por dia.
Em 1997, depois de 11 mortes - quatro de crianças - o Departamento de Estrada de Rodagem (DER) implantou ‘‘melhorias’’ na parte urbana da rodovia. O trecho de dois mil metros recebeu cinco faixas para travessia de pedestre, com redutores e obstáculos, que obrigam os veículos a desenvolver no máximo 40 quilômetros por hora. A Prefeitura pavimentou vias paralelas, retirando os ônibus interurbanos da PR-323. A duplicação, prometida para o ano passado no entanto não saiu.

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