Da Redação
O prefeito Antonio Belinati (PFL) anunciou ontem o nome do novo procurador-geral do Município de Londrina. O advogado Osmar Vieira da Silva foi indicado para substituir Eduardo Duarte Ferreira, que pediu afastamento do posto para submeter-se a uma cirurgia em São Paulo. Ontem, ele já se encontrava naquela cidade preparando-se para o operação.
Eduardo Ferreira trabalhava na prefeitura desde o início da administração Belinati, em janeiro de 1997, e teve passagens pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e pela Secretaria de Recursos Humanos.
O ex-procurador é mais um integrante do bloco de apoio do deputado federal José Janene (PPB) que deixa a adminstração pública de Londrina. Na última semana, fontes da prefeitura já davam conta da substituição de Duarte, que aconteceu três dias depois do depoimento do ex-diretor-administrativo-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso, à Comissão Especial de Inquérito (CEI), aberta pela Câmara de Vereadores para investigar denúncias de irregularidades na administração do município.
No depoimento à CEI, Alonso responsabilizou Belinati pela maioria das irregularidades investigadas na prefeitura e que podem ter causado um rombo de aproximadamente R$ 15 milhões.
O novo procurador-geral do município é londrinense, tem 41 anos e é formado em direito, com mestrado em direito negocial, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Já foi diretor de imprensa da Associação dos Advogados de Londrina e atualmente presta assessoria jurídica para algumas prefeituras da região. Osmar Vieira da Silva assume o cargo na segunda-feira.
Ontem de manhã o ex-presidente da Comurb, Cléber Tóffoli, prestou depoimento na Promotoria de Investigações Criminais (PIC), que apura irregularidades na administração municipal. Tóffoli falou com o promotor Cláudio Esteves e, ao deixar o prédio da PIC, não deu detalhes aos jornalistas sobre o depoimento. Disse apenas que foi prestar alguns esclarecimentos.
Tóffoli foi presidente da Comurb entre janeiro e junho de 97. Ele pediu demissão do cargo ao prefeito Belinati depois que se tornaram públicas as denúncias de irregularidades na contratação, sem concurso público, de 212 funcionários para trabalhar na companhia. Na época, o ex-presidente da Comurb alegou que não foi realizado um concurso porque as contratações eram emergenciais e por tempo determinado – um ano.
O Ministério Público investiga, desde fevereiro de 99, denúncias de irregularidades, principalmente na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e na Comurb. Representantes de várias entidades londrinenses estão mobilizadas e cobram a punição dos envolvidos no escândalo.