Especial para a Folha

Arquivo FolhaNa mesmaDaniel Costa: fiscalização vai continuar atuando dentro do planejado inicialmente, com apreensão dos veículos irregulares e multa de R$ 1.123,00O chefe da Divisão do Serviço de Transporte Comercial (DSTC) do DER/Paraná, Daniel Costa, declarou ontem que a trégua na fiscalização solicitada pelos proprietários de vans depende de uma decisão política do governador Jaime Lerner ou do secretário estadual dos Transportes, Heinz Herwig. Costa declarou ainda, que a fiscalização vai continuar atuando dentro do planejado inicialmente, com apreensão dos veículos irregulares e multa de R$ 1.123,00.
Costa disse ainda que os proprietários de vans que foram multados podem recorrer à Justiça. Ele lembrou ainda que os que atuam neste setor teriam que estar registrados e licenciados e com a frota padronizada através de pintura e colocação da marca da empresa.
O vereador Jorge Bernardi, líder do PDT na Câmara, disse que já está articulando uma reunião sobre o problema para segunda-feira. Bernardi afirmou que pesquisa informal realizada através de seus assessores aponta que os curitibanos são totalmente favoráveis à manutenção do serviço de transporte em vans. ‘‘Além de aprovarem o trabalho das vans com turismo, querem a abertura total do mercado, inclusive para o transporte de passageiros que normalmente utilizam ônibus’’, disse.
Bernardi informou ainda que está aguardando uma resposta do presidente da Urbs, Fric Kerin, convocado por ele para ir à Câmara prestar esclarecimentos sobre a atuação do órgão em relação à questão.
Para o empresário Gilberto Daher, que iniciou as atividades do setor em Curitiba, o problema não será resolvido mesmo depois de os veículos estarem regulamentados no DSTC, ‘‘uma vez que existe uma lacuna na regulamentação da Urbs, que não limita nem diz o que se pode ou não fazer’’. Daher reclama que os donos de empresas que trabalham com vans, recolhem ICMS, têm CGC, trabalham para órgãos públicos mas são tratados com bandidos. ‘‘Hoje os empresários se sentem como bandidos fugindo do xerife, e se pararmos de trabalhar o segmento em que atuamos vai ficar descoberto’’, diz.
Um cliente habitual das vans - um promotor de eventos que prefere não se identificar -, diz que optou pelos furgões porque o transporte em ônibus e microônibus é caro e esses veículos não têm a mesma agilidade para percorrer pequenas distâncias. O empresário declarou ainda que a fiscalização está dificultando seu trabalho, porque os donos de vans estão se recusando a trabalhar ‘‘pois estão com medo’’.

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