A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) solicitou à superintendência da Polícia Federal no Paraná proteção para quatro fiscais do órgão que trabalham em Paranaguá (Litoral do Estado). Os funcionários afirmam que estão sendo ameaçados de morte e estão bastante assustados, já que o líder sindical dos estivadores cadastrados, Luiz Félix, foi assassinado na sexta-feira passada.

A polícia de Paranaguá acredita que o crime está relacionado com desavenças entre os estivadores cadastrados e os registrados. Segundo o delegado regional do Trabalho, Celso Soares da Costa, a proteção policial aos auditores fiscais é necessária porque eles atuam bastante com o Sindicato dos Estivadores. ''Os fiscais vão continuar exercendo suas atividades'', afirmou Costa.

A direção da DRT está bastante preocupada, já que em março de 2000 outro líder dos cadastrados (também conhecido como carteirões), Paulo Henrique Canhola, havia sido assassinado. Os dois crimes são bastante parecidos. No caso de Canhola, uma pessoa andando de bicicleta se aproximou e atirou na cabeça dele. Félix também foi morto com um disparo na cabeça por uma pessoa em uma motocicleta. A Polícia Civil do Paraná está investigando as mortes.

O presidente da Estiva, Ubirajara Maristany, afirmou que o atrito entre os 1,2 mil cadastrados e os 499 registrados do sindicato se agravou recentemente. O Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), obedecendo à Lei de Modernização dos Portos, determina que os trabalhos no porto sejam executados pelos registrados e que os cadastrados só atuem na falta dos primeiros. Os dois líderes mortos batalhavam para que os cadastrados tivessem mais oportunidades de trabalho.

Segundo Maristany, o Ogmo, seguindo determinação do Ministério Público, ordenou que 257 cadastrados fossem registrados. ''Foi dado prazo de 30 dias para que se alguém tivesse alguma denúncia contra um desses 257 levasse ao Ogmo e isso provocou briga entre os próprios cadastrados'', afirmou. O prazo acabou no dia 5 de novembro. De acordo com o presidente da Estiva, até 1º de dezembro o Ogmo vai fazer investigações sobre as denúncias que recebeu para registrar os 257 selecionados. Se um deles for cortado, outro cadastrado será chamado. A gerência do Ogmo não foi localizada para esclarecer o assunto.

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