O delegado regional do Trabalho no Paraná, Geraldo Serathiuk, pedirá, ainda esta semana, a colaboração das receitas Federal e Estadual para investigar denúncias sobre irregularidades em algumas empresas de vestuário da região Norte. Salários baixos, condições de trabalho insalubres e falta de recolhimento do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) são alguns dos problemas encontrados.
Segundo o chefe da fiscalização da subdelegacia regional do Trabalho em Londrina, Dorival Silvestre Arantes, as irregularidades já foram constatadas em, pelos menos, dez cidades. Na semana passada, ele visitou alguns municípios. ''Tive informações de alguns médicos do trabalho que confirmam que os empregados estão fazendo horas excessivas, além de alguns relatos sobre as más condições de trabalho. Os representantes sindicais também falaram que alguns salários estão abaixo do piso determinado em convenção'', contou.
Outro fator que preocupa Serathiuk são empresas que fecham as portas. ''Algumas prefeituras dão incentivos fiscais e terrenos com o objetivo de criar empregos, mas não percebem que algumas empresas ficam no local por pouco tempo enquanto ainda há benefício.'' Segundo José Ricardo Leite, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário de Londrina e Região, as empresas são na maioria de pequeno porte e fecham sem pagar os funcionários.

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