Oito empresas londrineses estão na mira Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Londrina sob suspeita de fraude no seguro-desemprego. Nas últimas semanas, o Ministério do Trabalho (MT) comprovou fraudes em uma empresa de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana) e Arapongas (37 km a oeste de Londrina) e enviou os processos à Polícia Federal (PF). Ao contrário dos casos descobertos em novembro do ano passado e relacionados a uma quadrilha, essas fraudes são fruto de acerto entre empregados e empregadores, uma modalidade que vem crescendo, segundo a DRT.
Segundo o chefe de fiscalização da DRT, Dorival Silvestre Arantes, nesses casos, a empresa demite legalmente o funcionário para que este receba o seguro por quatro meses mas o mantém trabalhando sem registro e depois o recontrata. ''A vantagem para empresa é que esta fica esse tempo sem pagar os encargos e para o empregado é que ele recebe dois salários'', afirma.
Apesar de não divulgar números, ele diz que as denúncias sobre esse tipo de acerto aumentaram de forma preocupante nos últimos meses e envolvem principalmente o setor de comércio. A DRT não divulgou o nomes das empresas envolvidas nas fraudes mas afirmou que as mesmas foram denunciadas por sindicatos e funcionários.
No final do ano passado, a DRT evitou o pagamento de 28 seguros fraudulentos e detectou uma possível quadrilha agindo na cidade. O grupo apresentou um salário acima do que realmente era pago e os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também era irregular. Três empresas estão sendo investigadas. Segundo o delegado da PF Kandy Takahashi, o inquérito ainda não foi concluído e apenas parte dos envolvidos foi ouvida em depoimento.

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