Droga levada em eletroeletrônicos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de março de 2009
Carolina Avansini<BR> Equipe da Folha 
Londrina - Duas pessoas foram presas, na quarta e na quinta-feira, em Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina), durante operação realizada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) de Londrina. Eles são suspeitos de participarem de uma quadrilha que levava crack e cocaína escondidos em eletroeletrônicos através de uma empresa de ônibus que faz transporte de pequenas cargas nos bagageiros.
A droga vinha de Foz do Iguaçu e era distribuída na região de Centenário do Sul e também nos arredores do Jardim Leonor (Zona Oeste), em Londrina. Mercadorias como fornos de micro-ondas, computadores, aspiradores de pó e fornos elétricos eram recheados de drogas, despachados de Foz -com notas fiscais emitidas por empresas legalizadas- e recebidas nas duas cidades do norte do Estado.
Os policiais investigaram as atividades dos supostos traficantes durante quatro meses e apuraram que eram feitas remessas de dois a três quilos de droga por semana. De acordo com o delegado-chefe da Denarc em Londrina, Michael Araújo, a empresa de ônibus não tem envolvimento com a quadrilha.
A operação contou com a participação de 60 policiais da Denarc de Londrina, Maringá, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Curitiba e região metropolitana. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão: um deles em Foz, 11 em Centenário e quatro em residências do Jardim Leonor. Foram apreendidos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, dinheiro, drogas e documentos que reforçam as evidências de que as pessoas investigadas estão envolvidas com o tráfico.
Segundo a polícia, um dos presos é suspeito de gerenciar o tráfico em Centenário do Sul, e com outro detido foram encontrados um revólver calibre 32 e 14 munições para a arma. Uma terceira pessoa foi detida com uma pequena porção de maconha e liberada na sequência.
Estão foragidos o suspeito de ser o fornecedor da droga em Foz do Iguaçu, a esposa dele e um outro morador de Centenário do Sul. A operação foi batizada de "Operação Titã", por ser esse o apelido de um dos suspeitos.


