Seis presos do 2º Distrito Policial (DP) de Londrina foram transferidos ontem para o 4º DP. Segundo o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Gilson Garret, desde sexta-feira já foram levados do 2º DP para o 4º DP, 21 detentos. A capacidade é para 14 presos. De acordo com Garret, agora o 2º DP está trabalhando com uma quantidade de presos suportável. São 72 homens e 25 mulheres. Até terça-feira, eram 127 presos entre homens e mulheres.
Garret afirmou que por enquanto não serão transferidos mais presos do 2º DP para o 4º DP. As duas celas que seriam consertadas no 4º DP, segundo o delegado-chefe, necessitavam apenas de reboco. O delegado afirmou que a idéia a princípio era adequar estas celas para as mulheres detentas. ‘‘Isto será feito futuramente’’, disse. Garret não quis falar em prazos para esta adequação, afirmou apenas que está em estudo.
A interdição do 2º DP, devido à superlotação, deve ser decidida pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto Ferreira do Valle até amanhã. Além do problema de superlotação, a preocupação é com a segurança da comunidade local e daqueles que trabalham diretamente no local, em função da ameaça constante de fugas.
O presidente do Sindicato da Polícia Civil (Sindipol), Ademilson Alves Batista, afirmou que os dois policiais do 2º DP, além de trabalharem em desvio de função (são investigadores, mas estão exercendo a função de carcereiros), correm risco de vida diariamente. ‘‘A população também corre este risco, já que pode acontecer uma fuga em massa’’, disse.
Segundo Batista, para atender a demanda atual, o 2º DP precisaria de mais dois policiais civis e uma guarda externa, com dois ou mais policiais militares. Na opinião do sindicalista a solução para a falta de vagas no sistema carcerário de Londrina não é a reativação dos distritos policiais, mas sim a construção de uma prisão provisória.

mockup