Dragagem vai custar R$ 7,74 mi
Dragagem vai custar R$ 7,74 mi
Trabalho evita
encalhe de navios que
entram nos portos de
Paranaguá e Antonina
O Canal da Galheta, que dá acesso aos portos de Paranaguá e Antonina, no Litoral do Paraná, começou a ser dragado esta semana.
Com a dragagem, o calado do canal passa dos atuais 37 pés de profundidade para 49 - cerca de 15 metros. O investimento do governo será de R$ 7,74 milhões. A empresa que venceu a concorrência e está executando os serviços é a holandesa HAM (Hollandsche Aanneming Maatschappij BV).
Segundo o diretor-técnico da Administração dos portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Ivan de Vasconcellos, o aprofundamento do canal beneficiará o escoamento da safra de soja e farelo e a movimentação de veículos e contêineres.
O Terminal de Veículos e Contêineres (Tevecon), dirigido pela iniciativa privada, pretende movimentar, até o final do ano, 100 mil veículos e mais de 200 mil TEU (medida equivalente a um contêiner de seis metros).
A dragagem do Canal da Galheta deve terminar em sete meses. Este trabalho é feito periodicamente para evitar o encalhe de navios, como ocorreu em 1993. Navios de grande porte tiveram que desviar sua rota. Foi um período crucial para o Porto de Paraná porque o transporte marítimo buscava maior eficiência para enfrentar a concorrência, diz Vasconcellos.
Com a dragagem, navios de grande porte, com até 80 mil toneladas de carga, poderão trafegar no canal.
O Conselho de Autoridade Portuária está estudando a proposta de dragagem e manutenção anual para garantir maior segurança no tráfego de navios e redução nos custos com os seguros pagos pelos proprietários dos navios.
O cais de inflamáveis também será dragado. O trabalho será feito pela empresa brasileira Bandeirantes e o gasto será de R$ 1,2 milhão. No cais de inflamáveis, o calado será ampliado de 30 para 37 pés. O trabalho durará cinco meses. O volume de material a ser dragado é de 3,6 milhões de metros cúbicos.
O fiscal e coordenador dos trabalhos de dragagem, designado pela Appa, o comandante da Marinha José Roberto Silva Santos, diz que a dragagem do canal será feita com uma margem de segurança de 75 metros de cada lado. Isso amplia a largura atual (200 metros) em 150 metros. Este procedimento é inédito no Brasil, mas já é usado em países onde o sistema portuário é mais avançado, diz.





